Com os trabalhadores<br>do Novo Banco
O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (Sintaf/CGTP-IN) realizou, no dia 14, uma acção de contacto com os trabalhadores do Novo Banco junto à sede da instituição, em Lisboa, com a qual procurou esclarecer os visados no despedimento anunciado de mais de mil funcionários e apelar a todos para que defendam os seus direitos e repudiem qualquer tipo de pressão ou chantagem.
Estes despedimentos, bem como o fecho de dezenas de balcões e a venda de activos, enquadram-se num processo de reestruturação imposto pela Comissão Europeia e o BCE, «que visa reduzir a quota de mercado do banco e prepará-lo para a entrega a um grupo internacional, com destinatário previamente definido, num processo de concentração bancária» que, afirma o sindicato, não ficará por aqui.
Numa nota, o Sintaf defende que o Novo Banco tem viabilidade e faz falta à economia nacional, e, como tal, «a solução passa por colocá-lo sob controlo público do Estado, valorizá-lo e não entregá-lo a um qualquer grupo económico estrangeiro». O Sintaf repudia a «solução encontrada» e, tendo em conta o que se passou noutros bancos, sublinha que os trabalhadores do Novo Banco não podem ser penalizados e utilizados como um produto descartável.